Versão genérica

Como organizei e estou feliz com os jogos que jogo

Te dizer, to bem feliz com o meu sistema de backlog de joguinhos. Eu não compro joguinho nenhum né, em grande parte porque priorizo outras coisas pra gastar dinheiro, sempre fiz isso e nunca tive muito peso na consciência. To refletindo bastante sobre isso ultimamente porque a idade meio que tá batendo (trintei), o tempo pra jogar, até nos finais de semana, já não é mais o mesmo e de vez em quando, quando eu entro no Youtube, aparecem um vídeos falando de jogos antigos que são bem bons ou como aproveitar melhor pra jogar quando você tem a partir de certa idade.

Pra surpresa de ninguém, o conteúdo desse tipo de vídeo não agregou muito pra mim, não fez muito sentido nem achei melhor do que a maneira meio caótica que eu me organizo pra jogar. Acho também que encontrar esse jeitinho de fazer as coisas depende muito do ritmo e da personalidade de cada pessoa. Nenhuma experiência é individual, mas nem por isso toda experiência tem que ser realizada da mesma maneira.

Daí, enfim, eu tava pensando em comentar sobre isso na bolhinha, vi que ia ficar grande demais e pensei logo em fazer um grande post nesse blog comentando como eu faço pra me organizar pra jogar, como estou feliz com isso e também pra abrir a conversa com quem quiser dar pitacos, dizer como faz, etc.

Sem mais delongas, eu tenho 2 esquemas diferentes:

  1. adiciono jogos interessantes na lista de desejos do Steam
  2. anoto jogos que lembro nas notas do Google Keep

A questão Keep

eca, ele usa google!

Pois é, eu comecei a anotar joguinhos no Google Keep por algum motivo que não vou lembrar e, de repente, virou uma lista enorme. É muito útil poder anotar jogos com aquelas caxinhas e uma delícia poder clicar pra caixinha sumir e ficar riscada lá no fundão, daí continuei usando.

Essa parte do Keep, inclusive, é uma bagunça como tudo que eu considero organizado. Tenho algumas listas diferentes lá, umas que eram de jogos pensando pra jogar ouvindo música ou podcast, outra pra jogos que eu ia emular no RG35XX (o qual não toco mais há meses) e uma outra de joguinhos de PS2 que um canal que eu sigo recomendou. Pelo menos essa última segue viva e eu sempre resgato alguma coisa de lá pra colocar na lista porque, apesar de eu ser bem cri-cri, gosto dessa fluidez de poder mesclar as coisas.

Uma coisa bem importante sobre isso também é que eu geralmente tenho 2 ou 3 jogos instalados e prontos pra jogar por vez. Vi em outros vídeos pessoas falando que isso "tira o foco" do jogo que você quer jogar, mas eu não sinto isso. Com mais de um jogo à disposição, eu consigo balancear melhor o meu interesse, escapo da ansiedade de acabar uma aventura legal rápido demais (eu tenho muito isso) e consigo dar aquela variada pra não ficar chato ou arrastado um jogo que tem mais de 10 horas (que é a norma hoje em dia).

Isso me ajuda principalmente porque, quando eu encontro um jogo interessante que tem uma franquia de vários títulos diferentes, me sinto impulsionado a jogar todos pra poder extrair o máximo que der da sensação de jogar aquilo, mas imagina jogar 78 jogos diferentes (exagero) de God of War e só jogar isso durante meses?? Acho que não é nem muito saudável. Daí, vou alternando. Pego o jogo que está no topo da lista que quero jogar, o que está no topo da lista dos jogos de PS2 e mais um que catei de graça, seja na Epic, na GoG ou na Steam e deixo todos a postos, sempre seguindo a regra de que é bom ter um joguinho sem muito foco em história e narrativa, sem cutscene nem muito diálogo, tipo roguelites, jogos de estratégia ou de corrida: esses são excelentes pra jogar naquele dia de estresse ouvindo música, pra jogar ouvindo podcasts ou até pra jogar rapidinho, entre um compromisso e outro.

Também uso as plataformas pra alternar, uma hora puxo um jogo gratuito da Steam, outra vou na GoG e na Epic (juntas por causa do Heroic Games Launcher).

Meu desejo, uma ordem

As listas de desejos também são uma bagunça pra mim, mas é uma bagunça bem menor. Fora a Steam, só tenho lista de desejos na GoG, que é onde prefiro comprar jogos, afinal, sem DRM.

Organizo a minha lista da Steam por ordem personalizada dos jogos que quero jogar. Antes nem era assim, eu só enfiava lá tudo o que me interessava, mas aproveitei a ordem que já estava pra organizar dessa maneira. Então, no geral, a alternância fica mais ou menos nessa ordem:

  1. Jogo da série que quero jogar
  2. Lista do Keep
  3. Lista da Steam
  4. Lista da GoG

No momento, eu deveria já ter voltado a jogar God of War, mas acabei puxando Burnout 3: Takedown, da lista de PS2 depois de zerar Hi-Fi Rush (ambos seriam considerados da lista do Keep). Também já estou com Titan Quest: Anniversary Edition engatilhado pra ser meu próximo jogo, o que pularia a lista do Steam, já que ele estava na lista da GoG. Enfim, confuso, né? Mas, escolhas. E esse parágrafo todo foi só pra dizer que, apesar da estrutura meio meticulosa, eu não fico seguindo tudo com tanta rigorosidade.

Também tem o fato de que às vezes eu não curto (depois de jogar algum tempinho), um jogo que puxei de alguma lista, daí eu abandono ele e parto pra próxima. Isso também mexe nas ordens.

A parte mais importante

Isso tudo garante uma alternância muito grande pra mim, desde gêneros, gráficos e até idade dos jogos que eu jogo. Constantemente também, uso o random.org pra puxar um jogo aleatório do catálogo de mais de 360 que eu tenho gratuitos da Epic e da GoG só pra ver o que sai dali, esses são os que acabam compondo o restante dos 2 ou 3 jogos que jogo simultaneamente. Eu tiro um número qualquer e vou lá, na ordem alfabética mesmo, pra ver a qual jogo equivaleria. Isso dá uma aleatoriedade bem grande, pode sair qualquer coisa dali, desde um AAA, até um joguinho furreca.

Mas isso cobre apenas a organização, não a parte da felicidade lá do título do post. Essa, está em dois detalhes fundamentais.

Desapega

Não é o que você pensava? Tá muito longe do fim e já perdeu a graça? Desapega. Eu tento repetir isso pra mim mesmo e nem sempre consigo seguir essa dica de relembrar sempre que a prioridade é a felicidade. Se não tá mais sendo satisfatório, não tem pra quê continuar fazendo. Jogar é hobby (pelo menos pra maioria das pessoas), não trabalho. E podemos fazer nosso hobby do nosso jeitinho, no nosso tempo, sem pressão. Não importa se alguém que você confia disse que tal jogo é muito bom ou se a Britney Spears tá grávida de um cavalo.

O mesmo vale pro inverso. Não importa se o hype do momento é o novo jogo de Pokemon ou de Zelda. Esses jogos vão continuar lá tentando acalmar os pensamentos de crise climática e política dentro de mim. O jogo que você está jogando não vai valer menos por ser mais antigo, mais feio, mais barato ou mais simples. O que importa é a diversão que está te proporcionando.