Era de ouro do Náutico - Temporada 6 - Cumprindo tabela
Mar calmo
A janela de janeiro foi bem calma, apesar de reconhecer que precisávamos, como sempre, melhorar o elenco de maneira geral. O problema é que muita gente que entrou nos 2 últimos anos de contrato acabou não saindo. Só consegui vender Andrei Borza pro Damac por 48 milhões de reais (não impressionou e não evoluiria mais, era ocupar desnecessariamente uma vaga de estrangeiro). A outra venda importante foi Pablo Sabbag. Guardarei com carinho os bons momentos que vivemos, um jogador tricampeão brasileiro e campeão da Libertadores que marcou muitos gols, mas que já não tinha correspondido bem no último ano, caminhava para os 32 anos e estava perto de decair fisicamente a qualquer momento. Por último, emprestei Alexander, que seria meu titular como volante defensivo, e ainda quebrava um galho na lateral-esquerda, ao São Paulo. Ele queria renovar o contrato com um valor bem alto, o que não era de meu interesse para um jogador que não evoluiria mais.
Voltei a investir na juventude então, já que todo jogador que chegaria para ser titular estava caro demais (coisa de mais de 150 milhões) e eu realmente não tinha mais mesmo muita opção. Trouxe o atacante promissor Sidnei, do Cuiabá, por 12 milhões, e gastei 48 milhões (talvez um erro) por Everton, um volante construtor de jogo do Cruzeiro com bom potencial, mas ainda longe do nível para ser titular. A contratação séria que fiz foi para preencher a lacuna na lateral-esquerda: Luis Bustamante, lateral peruano do Alianza Lima. Apenas 4,25 milhões num jogador excelente em todos os aspectos e com apenas 21 anos.
Ninguém segura
Para a surpresa de ninguém, o começo do ano foi a tranquilidade de sempre. Fomos goleando no Pernambucano e fechamos janeiro com a Supercopa do Brasil, contra o Botafogo. Jair (duas vezes) e Tyukavin abriram 3x0 no placar e tudo parecia completamente encaminhado, até Luiz Henrique e Fabrício (também duas vezes) recuperarem uma partida que parecia completamente perdida, empatando tudo aos 36 do segundo tempo, na Arena da Amazônia. Tyukavin desperdiçou uma cobrança, mas Marcello Antunes (ainda guardo mágoas) e Villasanti desperdiçaram para o Botafogo, nos dando o primeiro título do ano!
A partida seguinte foi a de ida da Recopa Sul-Americana, contra o Corinthians. Em Itaquera, vencemos por 3x1, com dois de Daoud e um de Tyukavin. Na sequência, ainda vencemos o Sport pelo Pernambucano, por 1x0 (Tyukavin) e goleamos o Vera Cruz antes da volta. Tyukavin abriu o placar, mas o Corinthians chegou a virar o jogo com gols aos 39 (Vega) e 49 (Rick) do segundo tempo. De qualquer maneira, não foi o suficiente para nos tirar a taça!
Pequeno deslize
Partidas seguintes: 6x0 contra o Santa Cruz, 7x0 contra o Central e 8x0 contra a LDU, pela primeira partida da fase de grupos da Libertadores. Os outros adversários do grupo foram Newell's Old Boys e Olimpia. Nenhum deles nos deu trabalho (3x1 e 3x0). Continuamos cumprindo tabela no Pernambucano, vencendo tudo e eliminando o Retrô com um 6x0 para chegar à final outra vez, de novo diante do Sport.
Parecia bom demais, calmo demais... Realmente estava. Fizemos uma partida horrorosa com um primeiro tempo fraco. O segundo tempo, porém, foi pior ainda. Júnior Brumado abriu o placar aos 12, Luciano ampliou aos 30 e Vallecilla martelou o último prego nesse caixão. Ainda não sei como perdemos isso.
Pequeno mesmo
Como eu disse, foi só um pequeno deslize mesmo. Voltamos às vitórias rapidamente, goleando o Olimpia por 6x1. Também vencemos Bragantino, Flamengo, Inter e Corinthians pelo Brasileiro. Na Copa do Brasil, reencontramos o Botafogo logo de cara, na 3ª fase, e temi pelo pior, ainda mais depois do 0x0 em casa. Mas conseguimos surpreender na volta, com Mizushima jogando ao lado de Jeferson, como um falso ponta e falso atacante. Foram dele as duas assistências para Tyukavin resolver o 2x0 que nos levou à fase adiante!
Foi o impulso que precisávamos para achar variações e criar uma consistência impressionante nos meses seguintes, apesar de lesões e convocações para a Copa América, por causa da qual tivemos os desfalques de Bustamante, Roviola, Díaz, Jair e Mizushima. O time se virou muito bem, com Luciano Juba (pois é), José Marcos, Maycon e Jeferson florescendo. Até Mantuan e Luis Henrique também fizeram boas partidas!
Encerramos a fase de grupo da Libertadores na liderança. Também ficamos com a 1ª colocação no Brasileirão, seguidos de perto pelo Palmeiras, contra o qual tivemos confronto, nos Aflitos, na 7ª rodada. Fomos espetaculares, sem dar chance ao verdão, mas o 0x0 se manteve no placar, inacreditavelmente. Não me preocupou nem me abalou. Tinha muita coisa boa nesse momento. Foi só um deslize...
Eliminamos o Operário com um 5x0 agregado na Copa do Brasil, batemos o São Paulo com um excelente 3x0 em casa e vencemos, em sequência, Grêmio (1x0) e Sport (3x0). De repente, veio o Cruzeiro e tudo ficou estranho, com Cacá tomando dois gols e ficando com nota 6,6 num 3x2 que precisamos tirar da cartola um gol de Tyukavin aos 47 do segundo tempo para levar os 3 pontos. Minha preocupação era enfrentar o Botafogo, no RJ, em seguida. Eles estavam longe da disputa do título, escorregando lá pelo meio da tabela, mas ainda assim fizeram um jogo duro, abrindo o placar aos 3 do segundo tempo, com Luis Henrique. Jair veio do banco para virar com dois gols de cabeça, primeiro aos 31 e depois aos 42 do segundo tempo!
Passamos os próximos 4 jogos tomando gols, mas ainda seguimos vencendo: 3x2 contra o Cuiabá, 2x1 contra o Santos (vice-líder no momento), 5x2 contra o Bahia e 6x1 contra a Ponte Preta (quartas de final da Copa do Brasil). Eliminamos a Macaca com um 2x1 na volta, goleamos o Atlético Goianiense e reencontramos o Santos outra vez, agora 3º colocado, com a força da Vila Belmiro a seu favor. Eles precisariam de muito mais. Castilla até abriu o placar, mas Tyukavin empatou rapidamente, Daoud virou aos 10 do segundo tempo e Mizushima fechou o placar no finalzinho!
Se tá bom, vai melhorar
Janeiro foi um mercado calmo, mas julho reservou a verdadeira ação de melhora do elenco. As ofertas começaram a aparecer e já não tínhamos mais como segurar. O Real Madrid queria Roviola, que ficou feliz em ficar no clube, mas não queria renovar o contrato. Prevendo que o perderia de graça em 1 ano e meio, decidi pela venda, e que venda! 640 milhões de reais! Um absurdo!
Foi meio decepcionante a direção só liberar 360 milhões para gastarmos com contratações, mas seria o suficiente. Ainda mais quando também vendemos Islam El Sayed por mais 385 milhões de reais para o Chelsea. Ele tinha ótimos atributos, mas nunca foi o jogador dominante que esperávamos, ainda mais nessa 6ª temporada. Tanto que eu tava usando Maycon como titular em seu lugar, então o valor e o fato de me livrar de mais um estrangeiro fez tudo valer muito a pena.
Agora sim podemos brincar
Comecei as movimentações trazendo jogadores gratuitos com salários salgados: Evanilson, com contrato acabando no Bournemouth, Douglas Luiz, mesmo caso, na Juventus, e David Neres, do Napoli.
Aproveitando as promoções, tirei Albert Agbadou do ASEC Mimosas por 2,1 milhões, um lateral esquerdo promissor marfinense. Mesma ideia da contratação de Márcio, ponta esquerda da base do Santos, por 2,5 milhões. Mirando a saída de Keiller no fim do ano, investi em Glauciano Militão, pagando 28 milhões ao Vitória, o que agora era troco de pinga. Investi 46 milhões no bonecão Nemanja Kostic para substituir Santiago Roviola na lateral direita e 127 milhões em Rodrigo Villagra (aquele do save do Everton), do River Plate, para compensar a saída de Sayed.
No decorrer da janela, emprestei Alex para o Braga, com opção de compra em definitivo. Ogbu recebeu oferta e, apesar de considerá-lo uma ótima opção de rotação, decidi vender, mais pelo desejo do jogador. Arrecadei 82,5 milhões e fui atrás de Santos, zagueiro bonecão do Fluminense, que já é bem bom, mas ainda tem bastante potencial. Tive que desembolsar apenas 235 milhões pela contratação, mas por ser jovem e brasileiro, espero que tenha valido a pena.
Ainda com bastante dinheiro sobrando, resolvi investir ainda mais no elenco para nivelar mais o time. Vi duas opções tardias em Gabriel Magalhães, zagueiro de 31 anos que estava no Newcastle, e Yacine Adli, francês jogador do Milan. Por um combinado de 180 milhões, trouxe os dois para reforçar o elenco, dando profundidade à volância e à zaga (ainda mais depois de notar que Santos já tinha feito 7 partidas pelo Flu e não poderia mais ser inscrito pro restante do Brasileirão).
Avassalador
Destruímos tudo e todos no mês de julho, com dois 5x0 seguidos contra Bragantino e Deportivo La Guaira. Amassamos o Flamengo, confirmamos a vaga nas quartas da Libertadores e viramos contra o Inter no Beira-rio para terminar o mês com 100% de aproveitamento. De quebra, fizemos um primeiro turno quase perfeito. A goleada diante do Massa Bruta foi a nossa 19ª rodada, então terminamos a primeira metade do campeonato com 18 vitórias e 1 empate, 55 pontos e 45 gols de saldo!
O momento estava sendo impulsionado, principalmente, por Tyukavin, que chegou a 19 gols em 19 partidas. O verdadeiro Erling Haaland brasileiro!
A abertura de agosto é que prometia complicações, começando com as semifinais da Copa do Brasil. Outra vez, fizemos um jogo muito forte, com 15 finalizações e 1,89 de xG contra apenas 4 finalizações e 0,8 de xG, nos Aflitos, mesmo com 47% de posse de bola. Por qualquer motivo do destino, não conseguimos a vitória e empacamos em um inacreditável 0x0.
Pareceu só um acidente de percurso naquele momento, mas aí tivemos que mandar um reservaço para pegar o Corinthians em Itaquera e a nossa sequência acabou. Jogamos mal e perdemos com gol de Yuri Alberto.
Fomos para o jogo da volta com a minha confiança abalada. Ainda mais porque o Palmeiras conseguiu dominar a posse de bola durante toda a partida, arrebatando 65%. Mas, aos 16 minutos, Mantuan deu passe da esquerda para Douglas Luiz, que encontrou Jeferson dentro da área. Ele bateu de primeira, acertando o ângulo direito de Kaique para abrir o placar!
Seguramos o resultado até o intervalo. A tensão foi crescendo durante o jogo e o Palmeiras chegou a ter as melhores chances (2,39 de xG contra 0,92 nosso). Para a nossa sorte, conseguimos aproveitar outra vez aos 27 minutos da etapa final. O goleiro Kaique cobrou tiro de meta e o zagueiro Kaiky deu presente nos pés de Díaz, que pressionou dentro da área e estufou as redes, ampliando o placar!
O Palmeiras diminuiu 3 minutos depois, com lançamento de Renan Lodi para Alan Rodríguez entrar na área e bater cruzado. O lateral-esquerdo seguiu incediando ao entrar na área e cruzar rasteiro. Santos derrubou Paulinho na cara do gol, concedendo um pênalti aos 34 do segundo tempo! Justiça seria feita, então, com Renan Lodi na marca da cal para deixar tudo igual no confronto, mas Cacá deitou no canto esquerdo para espalmar e impedir o gol!
Momento genial que nos permitiu segurar a vantagem e colocar mais meio pé na final, porque, aos 42, fizemos uma grande jogada coletiva da esquerda para o meio. Neres recebeu de Villagra e deu passe de primeira para a meia-lua. Mizushima bateu de primeira, no canto esquerdo, para anotar 3x1 e praticamente garantir a classificação!
Quer dizer, Alan Rodríguez lançou, Luis Felipe cruzou da linha de fundo e Deivid Washington colocou para dentro, me fazendo gelar por um momento, mas o relógio já estava em 49 do segundo tempo e, apesar de diminuir o placar outra vez, o Palmeiras não teve mais chances de impedir. Estamos na final da Copa do Brasil!
O nível de exigência seguiu alto, mas continuamos a entregar. Batemos o Atlético Mineiro, adversário de G4, com um tranquilo 3x1 nos Aflitos. O próximo confronto foi diante do Botafogo, pelas quartas da Libertadores. Dominamos o Fogão no Rio, com um 2x0 lindo e gols de Douglas Luiz e Evanílson! Nesse amasso, cabia até mais!
Encerramos o mês goleando o Vasco em São Januário com um belíssimo 5x1 comandado por Mantuan. Na volta da Libertadores, seguramos o 0x0 em casa para avançar às semis. Na sequência, Tyukavin nos deu 2 gols diante do Pathético Aranaense, garantindo mais uma vitória.
Setembro infeliz
O mês seguinte tinha 6 partidas: as finais da Copa do Brasil e confrontos dificílimos pelo Brasileirão contra Palmeiras (vice-líder), Atlético Mineiro (4º) e Fluminense (5º), encerrando contra o Juventude (lanterna). O que importava, no Brasileirão, com tanta gordura, era não perder. Fizemos um bom papel travando o jogo contra o Palmeiras, garantindo um 0x0 chato no Allianz Parque num jogo bem feio (4 a 5 em finalizações, 0,45 contra 0,51 de xG). Nosso ataque não foi bem e o goleiro deles acabou sendo o homem do jogo.
A partida seguinte era a primeira da final da Copa do Brasil, contra o São Paulo. O tricolor do Morumbi tinha eliminado Nova Iguaçu, Pathético Aranaense, Flamengo e Fluminense antes de chegar à decisão. Na partida anterior, pelo 1º turno do Brasileirão, tínhamos feito 3x0 em casa com certa tranquilidade, então não esperava uma dificuldade tão grande assim. Até que José Marcos cometeu pênalti em Raphinha (aquele), logo aos 12 minutos de jogo. Ele mesmo converteu e abriu o placar.
Passamos a dominar e conseguimos ótimas chances. Tyukavin deu passe para Jeferson em grande jogada pelo meio, mas o meia carimbou o travessão ao entrar livre na área! O centroavante teve a próxima boa chance, mas também desperdiçou. Aí, no segundo tempo, Gabriel Verón lançou da direita para o meio do ataque. Cacá saiu muito mal, indeciso, e Calleri aproveitou para dominar e bater para o gol vazio, ampliando o marcador. Que desgraça.
Ainda piorou. 3 minutos depois, Díaz perdeu a bola no meio de campo. Alexsander deu passe e Depietri só parou dentro da área, com a bola nas redes. Inacreditável.
Aos 37 do segundo tempo, Jair e Daoud tramaram jogada pela ponta direita. A zaga cortou o cruzamento, mas Christian pegou o rebote e bateu no ângulo para diminuir. Seria esse o nosso gol de Enílton????
O que mais doeu foi que dominamos o jogo completamente em todos os aspectos, mas a má exibição de Cacá e José Marcos, além da baixa efetividade do ataque, nos tirou tudo.
Seja como for, deixei o time reserva enfrentar o Atlético Mineiro em BH. Só queria saber de recuperar esse placar. Para a minha surpresa, conseguimos vencer, fazendo 2x1 contra um adversário forte e fora de casa. A questão agora era manter a mentalidade e ir para cima do São Paulo desde o começo da partida. Já começamos fazendo Jeremías Ledesma trabalhar, mas era fundamental que a rede balançasse no primeiro tempo, não podíamos deixar tudo para a etapa final.
Aos 27, ela balançou, mas não do jeito que eu queria. Antony driblou Beraldo em jogada de linha de fundo e deu passe para dentro da pequena área. Cacá espalmou o chute de Vitor, mas Raphinha pegou o rebote e mandou para o fundo das redes.
Tudo piorou aos 40. Pablo Maia cruzou da direita e Nazareno Colombo testou para as redes. Já era. Fiz 3 substituições ali mesmo: Mizushima no lugar de Díaz, Evanilson no lugar de Tyukavin e José Marcos no lugar de Santos.
Cheguei no vestiário e taquei a garrafa de água na parede. Derrotas acontecem, mas 5x1 agregado contra um time que temos total capacidade de vencer já era demais. Voltamos num meio tudo ou nada e até conseguimos retomar alguma coisa. Douglas Luiz serviu Mizushima, que entrou na área e bateu cruzado, diminuindo o placar aos 6.
20 minutos depois, Daoud aproveitou lançamento de Jair e, da linha de fundo, cruzou rasteiro. Dentro da área, Evanilson mandou para dentro! 4 minutos depois, Bustamente cruzou rasteiro para o meio da área. Mizushima girou e bateu forte, virando o placar! Ainda dá!
Não deu. Ficou por isso mesmo. A sensação é que realmente não merecíamos levar esse troféu com tanto erro cometido e tanto gol bobo tomado, além da ineficácia ofensiva. O time tava exposto demais? Ou era culpa do ataque mesmo, da má fase de Evanilson e Tyukavin? As estatísticas machucam.
O mau momento chegou em seu ápice na sequência seguinte. Fomos ao Maracanã e tomamos 2 gols de André Anderson em 19 minutos. Ainda lutamos, outra vez com mais finalizações, xG e posse de bola, mas nada parecia o suficiente. Perdemos de novo.
Ainda fomos mal diante do Juventude mas, eventualmente, deslanchamos na partida para fazer um 5x1 que indicava melhoras. Ajustei a tática para sermos mais seguros defensivamente e evitar novas derrotas, já que enfrentaríamos São Paulo e Fluminense outra vez. De novo, dominamos os tricolores, mas saímos atrás no placar e só conseguimos o empate (10 a 5 em finalizações, 0,82 contra 0,46 de xG e 62% de posse de bola). Contra o Fluminense, fomos melhores ainda. A bola teimava em não entrar, mas o final feliz parecia próximo quando David Neres fez 1x0 aos 27 do segundo tempo. Só que um erro de saída de bola deu presente para Cícero empatar aos 37. Não é só tática, é muito azar também.
Bem...
Bem, tanto faz. Hora do momento mais importante do ano, a reta final. Recebemos o River Plate para o primeiro jogo das semifinais da Libertadores. A partida foi bem tensa e com baixa produção ofensiva, mas ainda assim conseguimos dominar. Com o ataque ainda inoperante, Dependemos de Jair, que fez dois gols de cabeça no segundo tempo, depois de escanteios de Neres e Adli, abrindo 2x0 no confronto! Melhor ainda, não sofremos defensivamente, fizemos um jogo muito sólido!
A partida seguinte era um clássico contra o Grêmio, em PoA, pelo Brasileirão. Pior: poderíamos ser campeões com uma vitória (e 7 rodadas de antecedência). Não pensei duas vezes em tacar o time reserva para jogo. Ainda assim, foi o suficiente. Com gol de José Marcos, garantimos a vitória magra e o 4º título brasileiro seguido em mais uma partida dominante e totalmente desprovida de gols!
Existem controvérsias se chegamos mesmo ao Monumental de Nuñez. Pizzino cobrou escanteio da direita. Martínez Quarta desviou no primeiro pau e Georgieff apareceu no segundo para completar, abrindo o placar aos 29. 10 minutos depois, desespero real. Carbonero deu passe enfiado e Mastantuono apareceu livre, dentro da área, para completar e destruir a nossa vantagem. Fodeu.
A mensagem da palestra do intervalo foi muito direta: vão resolver este caralho, tão passando vergonha. Na real, nem tanto. Apesar dos gols, ainda éramos melhores. A posse de bola foi parelha o jogo inteiro (51 a 49), mas acabamos a partida com 14 finalizações contra 7 deles e não foi sem motivo. De qualquer maneira, aos 7 da etapa final, David Neres cobrou escanteio e Jair (porque quem mais???) apareceu para testar no ângulo direito e nos devolver a vantagem!
O River ainda tentou pressionar, mas não conseguiu muito espaço, apesar de acabar com um xG interessante (1,42 contra 1,16 nosso). Fizemos o que tínhamos que fazer. Estaremos na final outra vez!
Cumprindo tabela
Coroamos o ano com, agora sim, uma boa vingança depois de o Sport ter destruído a nossa sequência de títulos estaduais, aplicando 7x0 nos Aflitos com uma tripleta de Tyukavin!
O resto foi protocolo no Brasileirão. Batemos Atlético Goianiense e Cruzeiro antes de golearmos o Botafogo em um 6x3 com uma tripleta de Douglas Luiz. Depois, vencemos o Cuiabá e empatamos contra o Bahia na rodada final. Só sobrou a final da Libertadores.
O caminho até a final
O Atlético Mineiro saiu do Grupo B líder, com 5 vitórias e 1 empate, enfrentando Rosário Central, Blooming e Guaraní do Paraguai. No mata-mata, tirou o Belgrano, o Deportes Tolima e o São Paulo para chegar à decisão no José Almafitani, em Buenos Aires.
No Brasileirão, ficou em 5º. Nos confrontos anteriores, nos encontramos na Série A. Batemos no Galo no 1º turno (3x1) e no 2º (2x1 no Mineirão). Não parecia que haveria uma grande surpresa...
E não houve mesmo. Douglas Luiz recebeu de Jefersone fez linda jogada pelo meio aos 13, tabelando com Tyukavin antes de entrar na área e bater colocado, no canto esquerdo de Bento! 1x0!
O meia estava pegando fogo! Iniciou mais uma jogada 3 minutos depois, encontrando Daoud na direita, que cruzou rasteiro. Douglas Luiz reapareceu dentro da área para completar e ampliar o placar! 2x0!
Ainda tinham dúvidas sobre quem seria o homem do jogo? Aos 39, Douglas Luiz cobrou escanteio da esquerda para o segundo pau, dando assistência para Jair, que testou para dentro! 3x0!
O segundo tempo foi protocolar, mas Luís Henrique ainda conseguiu deixar o dele e decretar a goleada, pegando rebote do chute travado de Jeferson, dentro da área. Um chutaço em diagonal para o ângulo direito, estufando as redes de Bento e selando o 4x0 com o bi da Libertadores!
Balancê, balancê
A temporada foi brilhante e eu queria muito ter ido logo ao Mundial de uma vez, principalmente por saber que as coisas tendem a não se manter dessa maneira em FM e sabendo que as janelas voltariam a abrir e meus principais jogadores seriam assediados. Quer dizer, Tyukavin marcou 50 gols em 62 partidas na temporada, ainda fornecendo 7 assistências. Jeferson chegou a 24 gols e 12 assistências, Jair marcou 23 vezes, Mizushima, meio reserva, fez 15, Díaz nos deu 12 gols e 20 assistências e Daoud conseguiu 11 gols e 16 assistências sendo bastante reserva também. Produzimos bastante.
O desafio, então, seria manter o que estava bom para, finalmente, poder fazer um Mundial forte. Sem a pretensão de vencê-lo, mas curioso para saber até onde conseguíamos chegar. Mas essa é uma conversa para a próxima temporada!
































